17/7/2015 14:44
Presidente fala de reforços e situação financeira do Cruzeiro
Gilvan de Pinho Tavares explicou aperto nas finanças após time campeão e diz que não fará 'loucuras' por reforços
Mandatário falou de realidade financeira e gastos com reforços (Foto: Washington Alves/Light Press)
O discurso dos membros da diretoria do Cruzeiro é o mesmo: o time mineiro continua pagando o preço do sucesso com o bicampeonato brasileiro. Com as despesas de um elenco estrelado nos dois últimos anos, a Raposa passa por situação financeira difícil e encontra dificuldades no mercado. O presidente Gilvan de Pinho Tavares explicou o cenário.
“Eu preciso dizer que vendemos muitos jogadores. Não conseguimos manter a equipe dos campeonatos de 2013 e 2014. O Cruzeiro não tinha 100% dos direitos dos atletas que nós vendemos. Um tinha 60%, o outro 50%, e por aí vai. Nem todo esse dinheiro entrou para o Cruzeiro, tivemos que pagar comissão para quem participou dos negócios também. Quem está fora não sabe quanto custa montar um plantel que o Cruzeiro montou nos anos anteriores”, disse o mandatário à Radio Itatiaia
O dirigente também explicou que o clube terminou em déficit neste primeiro semestre, além do limite para contratações. Gilvan tratou de esclarecer que o clube não fará “loucuras” para reforçar a equipe no momento. Isso para não comprometer grande parte da receita celeste no pagamento de dívidas no futuro.
“Nós tivemos uma receita de venda de atletas, bilheterias, sócio-torcedor, receita marketing, nesse primeiro semestre, na ordem de R$ 200 milhões. Mas tivemos uma despesa de R$ 202 milhões. Nós tentamos contratar jogadores. Mas não vamos pagar R$ 700 mil a qualquer jogador. A gente pagaria ao Robinho. Agora pagar esse valor a um jogador que não daria retorno técnico não vamos. Vai entrar em vigor uma nova norma no futebol brasileiro, uma prestação de contas mais rigorosa, em que os clubes não poderão gastar 80% da receita do clube com futebol, isso não iremos fazer. No dia 1º de janeiro de 2017, esse débito tem que estar reduzido a 10% da receita. Muitas coisas você não vai poder fazer mais. Tinha muito clube fazendo loucura, e isso a gente não vai fazer”, explicou.
Por fim, o presidente falou dos gastos nas últimas temporadas e da tentativa de reduzir a folha salarial para dar fôlego financeiro à Raposa. “Nós tínhamos uma situação aflitiva, jogamos dois anos e meio fora de Belo Horizonte. O presidente anterior teve que desfazer todos os atletas valorizados para pagar todas as contas e entregar o cargo. Para ter uma ideia, a despesa do Cruzeiro com jogadores que trouxemos, com rescisões e outros gastos, no mês de janeiro, foi de R$ 49 milhões. A folha de pagamento do Cruzeiro é altíssima, estamos diminuindo gradualmente, mas ela gira em torno de R$ 8 milhões. Quitamos a folha de junho em 3 de julho. O que poucos clubes estão conseguindo”.
A cobertura completa de tudo sobre o futebol brasileiro você confere nesta sexta-feira (17), às 18h45, no Caderno de Esportes, no Esporte Interativo.
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Isso é um Zé Buceta , Filho Da Puta Do Caralho ! Vai Se Fuder Gilvan !