A entrada de Lucas Villalba como lateral-esquerdo do Cruzeiro contou com um toque estratégico do técnico Leonardo Jardim. Em entrevista nesta quinta-feira (27) à ‘TV Cruzeiro’, o comandante português revelou ter feito um rodízio para incentivar a competitividade e manter os jogadores no mesmo nível físico. “No elenco, temos 20 e poucos jogadores. Existiam jogadores em boa fase e outros em má fase. E eu só acredito em um Cruzeiro competitivo se o Fagner disputar posição com o William. Acredito em um time competitivo se o Gamarra competir com o Fabrício Bruno e o Jonathan Jesus. Walace, Romero e Lucas Silva…”, explicou. “O objetivo era colocar eles em níveis equivalentes. Agora, dentro de campo, cada um vai se escalar. Quando cheguei aqui, não tive dúvida, tinham jogadores em 70% de performance e outros com 30%. Se deixasse, em dois meses, teríamos 11 jogadores. Agora, temos 22, 23 jogadores. Seja Kaiki, Marlon ou Villalba, eles vão competir. Diferentes características, mas estão em um nível ideal”, pontuou Jardim.
Lateral-esquerdo de origem, Lucas Villalba foi utilizado como zagueiro desde os primeiros meses de Cruzeiro, no início de 2024. Porém, com a chegada de Leonardo Jardim, o argentino voltou a atuar na beirada do campo. Nos jogos-treino realizados na Toca da Raposa II neste mês, o defensor atuou em sua posição de origem. O mesmo aconteceu no amistoso contra o RB Bragantino, no último sábado (22), quando Villalba começou como titular na lateral. No decorrer do jogo, o argentino deu lugar para o jovem Kaiki. Enquanto isso, Marlon permaneceu no banco de reservas e não jogou sequer um minuto no Nabizão, em Bragança Paulista.
“No primeiro jogo em que coloquei o Villalba, o último jogo da fase de grupos (do Mineiro), coloquei os jogadores que não tinham jogado, e fiquei tão mal com a qualidade que ele apresentou: ‘Como esse cara joga no Cruzeiro?’. Busquei a informação. O cara tinha jogado cinco minutos em dois meses. Estava completamente fora de forma”, revelou. “Como ele poderia competir? Não podia. Hoje em dia, quem vê o Villalba, vê um jogador diferente, um jogador com condição. Esse é meu objetivo como treinador, é preparar todos para que, quando forem chamados, possam dar resposta. Não quero jogadores destreinados ou fora de fora. Meu objetivo foi igualar as forças para que exista competição”, finalizou Jardim. Prestigiado com outros técnicos no Cruzeiro, Marlon perdeu espaço com a chegada de Jardim.